20 de dezembro de 2013

“Santa Ingenuidade”





Ontem eu me dei conta que tinha esquecido minha ingenuidade, percebi o quanto fui ingênua, e não tenho idade mais para ser... Será? Ingenuidade tem idade? Ontem eu descobri que não.
Levei um escorregão, pensei:  como pude... Onde eu errei, o que eu não li, o que eu não escutei, faltou alguma coisa que não percebi, porque sei que sou distraída, e acho, acho não tenho certeza  que minha distração, me protege e me protegeu, de muitos caminhos escusos.
Talvez ontem ela tenha me protegido, apesar de sentir o vazio da Santa Ingenuidade, uma vez, uma amigo disse: “você é muito ingênua” e não tem tanto tempo assim, acho que uns cinco anos, talvez... Fiquei o dia todo com essa frase  martelando na minha cabeça, talvez minhas atitudes naquela época demonstrasse para ele a minha ingenuidade, mas sei lá...
O que é ser ingênuo? É não está tão informado, ser educado, é ser tímido, é engolir sapo, mas sapo, um dia engoliremos, é aceitar tudo, é sorrir, é não querer entrar em uma briga, melhor ser a pessoa que sempre quer evitar uma, é ser a chifruda(o) da vez e aceitar as desculpas esfarrapadas do parceiro(a), namorada(o), o que  for...
Repito: o que é ser ingênuo? É estar de peito aberto para o amor e dor? E assim ser mais suscetível “as pontadas do amor humilhado, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso...”
O vazio me lembrou  a dureza, pela qual eu estava me tratando, e me fez gostar de sentir a minha doçura. Eu não tinha perdido a minha ingenuidade, eu só estava anestesiada pela dor.
Graças a Deus, A Santa Ingenuidade voltou e de que eu preciso dela  também!