18 de novembro de 2016

Todo mundo tem problema, uns explanam, outros silenciam, outras se olham no espelho

E se resolvem, outros vão pra terapia...

Alguns quebram coisas, aaah eu queria poder quebrar algumas coisas, outros choram, outros se matam e aí resolvem o seu problema de vez!

Mas a grande maioria: tenta e quer resolver da melhor maneira possível.
Tenho minhas dúvidas com a grande maioria, rsrs.

Eu misturo entre chorar e resolver com o espelho e... abraçar quem me ama.

26 de agosto de 2016

Ao (des)espero


Palavras curtas
querendo desafogar.

Armas em punho!
Por favor, atire em mim!
Por favor, desobedeça e sufoque
esse desconforto que te oprime
Ah!
Já não sabem...
Mas dormem

Por favor.

e eu descubro as flores
escondidas no seu desencanto
desamor

Dei chances, gritei, mas
Você só usa palavras curtas
 e o meu desespero percorreu
todo percurso falatório
do achado mais puro,
Meu amor.

23 de maio de 2016

Descrição do sentimento: “a ficha caiu”.



Me senti cansada, muito cansada, sem ter feito nenhum movimento. Meu corpo estava carregando um peso, que eu conhecia e não fazia nada. “Acostumei” com as frustrações. Depois senti sono, muito sono. Dormi. Acordei. Entendi: não criar mais desculpas pra ser feliz. Como entendi tudo isso? Os olhos dele conversavam com meus olhos, eles diziam: “aceite, você é imperfeita e vulnerável”.

28 de abril de 2016

Meu caso médico

A ansiedade na nuca explodiu!
A dor cumpriu.
Não corro atrás do tempo.
Espero.
SOCORRO!
Respira.
TOMA REMÉDIO.
Não sabe?
Um TRIZ
ou
Uma TRISTEZA?
Qual dos dois
fugiu?
giu... giu...
Respira.
Agora REZA.
O XIXI saiu.
ALIVIOU.
Tenho mais TEMPO.
ESPERO.
Lu Varello.

29 de março de 2016

habitantes PERECÍVEIS (ensaio)


Vamos falar um pouco do famigerado “descobrimento”:
Uma observadora em terras de gigantes, onde o rio e o mar se abraçam. Gosta de observar, como as pessoas falam, andam e até respiram. A observadora é uma ignorante e pretende ser até o fim. E como estava dizendo: respirar...  A observadora respirou  a salinidade destas terras coloridas e seu “destroçamento” de mais de 500 anos.
Constatou: pisar em ossadas não  é agradável,  porque o preço é altíssimo.

Como posso dizer, hum... Começa pelo aeroporto “SÓ GRINGO,MAIS SÓ GRINGO” Que parei para pensar: qual é a data do “descobrimento”? Rapidamente fui para o GOOGLE e constatei tá escrito assim: "Ad Eternum"?com esse ponto de interrogação enorme!

Ela só entende um povo, quando vai na favela do Geraldão, em Santa Cruz Cabrália.

Ela e a outra e a outra ela percebem que são atração, que nem os índios! Os guias dizem: podem tirar fotos com eles. Ah! Índio continua sendo atração, sua reserva continua distante, e sua educação está dentro de uma escola reservada e determinada naquele espaço, e ela percebe que o espaço reservado para aquele pequeno grupo PATAXÓ é para não perder “a existência”, de uma história brutalizada e não reconhecida em sua grande maioria. O brasileiro não conhece, eu sou uma que estou tentando conhecer.

A observadora entende que o preconceito é  “Ad Eternum”?, porque ela e a outra ela e a outra ela sentam na van na parte da frente e somente a observadora ouve uma senhora passar e dizer: “agora eu vou ter que ir pra cozinha fazer o café”. No primeiro momento ela não entende, o cérebro da observadora, não captou, a frase mesquinha e maldosa, mas no segundo dia, a senhora diz a mesma coisa e a outra ela responde: que quer o café  bem quentinho, a senhora fica em silêncio, não diz mais nada durante a viagem.

É lindo é muito lindo!!! Belas praias, pessoas muito simpáticas e que trabalham muito. Porém nós não conseguimos nos reconhecer, ainda. É mais fácil ser índio, do que ser negro. É mais fácil ser moreno do que ser negro. É mais difícil perceber que estamos cada vez mais perecíveis. É mais fácil ser branco do que ser índio, é mais fácil ser branco do que negro.

Digo: a observadora gosta de observar e ouvir como são ditas as gentilezas dos preconceitos impostas ou não, com frases do tipo: Não acredito! Você só tem essa idade “pessoas de cor” não aparentam a idade que tem, “minha mãe é branca e meu pai é índio” e etc. É preciso explicar que não somos morenas, e sim belas PRETAS! E que sim você também é negro, também é índio e também é branco. Só que há uma exclusão tão forte, onde só o GRINGO, ONLY GRINGO IT’S MORE IMPORTANTE (and White claro!)


A EVOLUÇÃO É "Ad Eternum" ?

16 de janeiro de 2016

14/01/2016

Marcamos pontos
Mas não cumprimos o acordo
Sabemos mais
mas dormimos além dos sonhos
Fizemos como tinha que ser feito
tim tim por tim tim
mas não coroamos minha
Preguiça
Acorda!
Desisti das coisas mais irrelevantes
de marca d’água do bom senso
da ignorância anunciada e
Vendida.
Mordi e gostei!