29 de março de 2016

habitantes PERECÍVEIS (ensaio)


Vamos falar um pouco do famigerado “descobrimento”:
Uma observadora em terras de gigantes, onde o rio e o mar se abraçam. Gosta de observar, como as pessoas falam, andam e até respiram. A observadora é uma ignorante e pretende ser até o fim. E como estava dizendo: respirar...  A observadora respirou  a salinidade destas terras coloridas e seu “destroçamento” de mais de 500 anos.
Constatou: pisar em ossadas não  é agradável,  porque o preço é altíssimo.

Como posso dizer, hum... Começa pelo aeroporto “SÓ GRINGO,MAIS SÓ GRINGO” Que parei para pensar: qual é a data do “descobrimento”? Rapidamente fui para o GOOGLE e constatei tá escrito assim: "Ad Eternum"?com esse ponto de interrogação enorme!

Ela só entende um povo, quando vai na favela do Geraldão, em Santa Cruz Cabrália.

Ela e a outra e a outra ela percebem que são atração, que nem os índios! Os guias dizem: podem tirar fotos com eles. Ah! Índio continua sendo atração, sua reserva continua distante, e sua educação está dentro de uma escola reservada e determinada naquele espaço, e ela percebe que o espaço reservado para aquele pequeno grupo PATAXÓ é para não perder “a existência”, de uma história brutalizada e não reconhecida em sua grande maioria. O brasileiro não conhece, eu sou uma que estou tentando conhecer.

A observadora entende que o preconceito é  “Ad Eternum”?, porque ela e a outra ela e a outra ela sentam na van na parte da frente e somente a observadora ouve uma senhora passar e dizer: “agora eu vou ter que ir pra cozinha fazer o café”. No primeiro momento ela não entende, o cérebro da observadora, não captou, a frase mesquinha e maldosa, mas no segundo dia, a senhora diz a mesma coisa e a outra ela responde: que quer o café  bem quentinho, a senhora fica em silêncio, não diz mais nada durante a viagem.

É lindo é muito lindo!!! Belas praias, pessoas muito simpáticas e que trabalham muito. Porém nós não conseguimos nos reconhecer, ainda. É mais fácil ser índio, do que ser negro. É mais fácil ser moreno do que ser negro. É mais difícil perceber que estamos cada vez mais perecíveis. É mais fácil ser branco do que ser índio, é mais fácil ser branco do que negro.

Digo: a observadora gosta de observar e ouvir como são ditas as gentilezas dos preconceitos impostas ou não, com frases do tipo: Não acredito! Você só tem essa idade “pessoas de cor” não aparentam a idade que tem, “minha mãe é branca e meu pai é índio” e etc. É preciso explicar que não somos morenas, e sim belas PRETAS! E que sim você também é negro, também é índio e também é branco. Só que há uma exclusão tão forte, onde só o GRINGO, ONLY GRINGO IT’S MORE IMPORTANTE (and White claro!)


A EVOLUÇÃO É "Ad Eternum" ?

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